sábado, agosto 27, 2005

Naval 2 - 3 FCPorto


O FCPorto alcançou ontem a segunda vitória na Liga Portuguesa. Apesar de não ter feito uma exibição deslumbrante frente ao Estrela da Amadora, acabou por conseguir ganhar. A história passada na Figueira da Foz foi muito diferente. Um Baía seguro, sem grandes oportunidades para brilhar e sem culpa nos golos, uma defesa também ela segura, com César Peixoto, autor dos dois primeiros golos, melhor a defender (apesar de ter marcado um auto-golo) e Sonkaya a atacar com mais frequência e convicção. Os centrais cumpriram perfeitamente o seu papel, sendo que Ricardo Costa esteve em destaque, cometendo poucas faltas e fazendo alguns cortes importantes.
No entanto, verdade seja dita, o meio-campo foi o sector que melhorou mais e demonstra, mesmo com juventude, uma maturidade elevada. Começando por Lucho Gonzalez: esteve muito mais solto, com mais confiança, mais interventivo, dando já um ar da sua graça e demonstrando o talento enorme que tem. Diego, de quem se esperava muito a época passada dizendo-se que ele seria o "novo Deco" e que era o "Pelé branco", demonstrou ontem isso mesmo. O míudo tem qualidades inegaveis e, se com 20 anos joga como joga, então veremos daqui a 5/6 anos. Talvez não lhe tenham dado tempo de, com 19 anos, progredir. Ele não correspondeu muito às espectativas, como é natural (digo eu) porque Deco quando chegou ao clube não teve o fardo que este teve. Bom, mas temos, de facto, de elogiar a exibição, com dotes técnicos deliciosos e boa entrega ao jogo defensivo. Nota-se que tem um jogo muito mais vertical, com mais tendência de jogar para a frente. Ibson, outro brasileiro, teve um magnifico regresso à titularidade... fantástico. Bom a defender, bom a atacar, fez quase tudo bem.Passando para o ataque: Jorginho teve uma exibição conseguida, com rasgos de craque, não se lhe pode pedir muito mais, sabendo que ele não está a jogar na sua posição de origem. Lisandro Lopez voltou a ser um dos melhores em campo, dando o litro. Foi substituido aos 77 minutos, não por estar a jogar mal, mas sim porque a sua garra e determinação o obrigaram a correr o campo todo e a disputar todos os lances e porque se tem mostrado fundamental e deve ser poupado. Se a primeira parte foi positiva, então os minutos que jogou na segunda foram ainda melhores. Pior, mas não tão mal assim, esteve Hélder Postiga, que se esforçou, esboçou um cabeceamento, um remate rasteiro depois de uma excelente jogada de Lisandro, mas pouco mais. Deu lugar a Hugo Almeida que, na única oportunidade que teve factorou, oferecendo assim alguma tranquilidade à equipa. A jogada foi conduzida por Ricardo Quaresma que entrou mais tarde, substituindo Lisandro, e mesmo assim teve tempo para fazer aqueles toques que só o Harry Potter sabe fazer, fugindo a um adversário e cruzando... Alan não acrescentou nada à equipa, entrando ao minuto 85 para dar lugar à ovação de Diego.
Posso então concluir que foi um jogo muito positivo para as nossas hostes e que o resultado não expressa nem por sombras o que realmente se passou no desgastado relvado, dado que a vitória apenas por um golo sabe a pouco. Executámos 18 remates contra apenas 8 da Naval, apenas para dar uma ideia.

GR Vitor Baía
DLD Sonkaya
DC Pedro Emanuel (c), Ricardo Costa
DLE César Peixoto
M Ibson, Lucho Gonzalez
Mof Diego (Jorginho, 85)
MAE Lisandro Lopez (Ricardo Quaresma, 78)
MAD Jorginho (Alan, 85)
PL Helder Postiga (Hugo Almeida, 69)